Mestre, onde moras? Vinde ver!

II DOMINGO DEL TIEMPO ORDINARIO

Evangelio: Jn 1, 35-42

No Evangelho de João (Jo 1,35-42), nós observamos na cena do testemunho do Batista sobre o Cordeiro de Deus a vocação dos primeiros discípulos. João Batista deixa que seus discípulos avancem para águas mais profundas, tornem-se discípulos de Jesus. Ao buscarem o Mestre, esses discípulos procuram uma segurança que não é a trazida por Jesus “onde moras?”. Por isso eles são convidados a segui-lo sem reservas: “Vinde ver”, ou seja, o encontro perfeito onde Deus se revela em Jesus Cristo superando toda a sabedoria do Antigo Testamento. A aqueles que querem saber onde Jesus mora ele convida a “vir”, ou seja, dar um passo maior na fé, que acontece no encontro com Jesus, e “ver”, ou seja, uma visão da fé, daquele mesmo que se revela.

Enquanto nos outros Evangelhos Jesus anuncia o Reino de Deus que está para chegar, que está perto, em João, Jesus é a resposta de Deus para a busca do ser humano, a sabedoria de Deus que se deixa encontrar pelo ser humano (Sb 6,14), o Verbo que se fez carne e veio “permanecer” no meio de nós e que ao mesmo tempo abre o véu do santuário aproximando o homem de Deus Nele e com Ele. Os discípulos também são convidados a “permanecer” com ele, ou seja, a uma união vital e permanente com Jesus. Segundo João, essa união se prolongará com o envio do Paráclito, o Espírito Santo que “permanece” conosco.

Esse encontro com Jesus não para nos dois discípulos, ele é extensivo contagiando a outros, pois André partilha a descoberta da pessoa de Jesus (v. 41: “Encontramos!”), é o amor que encontra o amado. E assim aconteceu na igreja primitiva, um encontro que contagiava, que se buscava outros candidatos e que levavam outros para em Jesus tornarem-se irmãos de fé. Descobrir Jesus empolga tanto que os discípulos não o querem só para eles, mas transmitem essa mensagem a outros para que “venham ver” e “permaneçam” com Ele.

A Vocação é um diálogo entre Deus e o ser humano onde cada um é convidado a “vim e ver” e “permanecer” com Ele. Mas para isso é preciso escutar, meditar, para compreender o chamado de Jesus desde a vocação cristã a qual todos somos chamados, a vocação à santidade até as vocações específicas. Não importa o caminho, desde que sigamos o chamado de Deus e não um projeto humano. A pergunta que devemos nos fazer é, estamos fazendo a vontade de Deus? Ou temos outros desejos, queremos mostrar a outros nossas capacidades?

O convite de Deus é discreto, não é uma epifania, mas se esconde nos fatos da vida, nos talentos que Deus nos deu. Importa a nós estarmos atentos para enxergar esses pequenos sinais, pois a disponibilidade para a vocação se mostra na procura “Senhor, onde moras?”. Sem essa procura ligada à oração a vocação não terá progresso. É preciso colocar Cristo como meio e fim último que buscamos, e por isso, é preciso distinguir a sua voz nas pessoas e nos fatos por meio dos quais ele fala.

No Evangelho a vocação dos discípulos foi iluminada pela indicação do Batista “Eis o Cordeiro de Deus” e o convite de Jesus “Vinde e vede”. E você, Missionário Eucarístico Leigo, consegue escutar Jesus nos acontecimentos da vida, na Adoração Eucarística, na missão que realizas? Buscai-O sempre e O encontrareis! O caminho? Ei-lo! Ele mesmo!

Jucelino Carvalho MEL – Alagoinhas/BA - Brasil

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